Serei pai de gêmeos, e agora?


 

Receber a notícia de que dois ou mais bebês estão abordo da “nave mãe” é uma das sensações mais excitantes, emocionantes e temerárias numa gravidez. São sentimentos antagônicos de alegria e medo numa só informação.

Não é para menos, dentre as situações de risco que podem envolver esse período da vida da mulher, a gravidez múltipla é uma das que agrega maiores possibilidades de complicações. A começar pelo fato de que em determinado período, três, quatro ou mais indivíduos dependerão de um só organismo.

E por se tratar de uma situação de risco, nada melhor do que se aconselhar com quem compreende profundamente desse assunto. O acompanhamento de uma gestante de gêmeos deverá ser realizado  por um especialista no assunto. Dentre as situações de risco na obstetrícia é essa a que requer um maior grau de compreensão e experiência. As taxas de complicações são mais altas entre as gestações múltiplas que entre as gestações únicas, assim como a incidência de doenças como a pré-eclâmpsia, o parto prematuro, as malformações fetais, as discrepâncias pesos e o surgimento de doenças específicas entre os gêmeos que dividem a mesma placenta.

Mães de gêmeos costumam sentir dores com mais frequência, dificuldades para caminhar, respirar ou simplesmente virarem-se na cama. Costumam iniciar as contrações uterinas de treinamento mais precocemente e sofrem com a ansiedade de ter que lidar com todas as sensações e sentimentos em dobro.

O ideal é que essas gestações sejam acompanhadas por um fetólogo, o médico especialista na saúde do bebê antes do seu nascimento e por um obstetra especialista em Alto Risco, tão logo a mãe descubra estar portando gêmeos.

Uma informação frequentemente negligenciada ou equivocada por ultrassonografistas menos experientes é a do número de placentas, informação essa que determina o risco da gestação e a maneira mais apropriada de se acompanhar essa gestante. Essa informação será obtida com maior grau de certeza nos primeiros três meses de gestação.

. Gêmeos que dividem a mesma placenta apresentam dezenas de vezes mais risco de portarem alguma anomalia estrutural, de apresentarem doenças específicas de quem divide a mesma circulação sanguínea e de morrerem subitamente ao longo da gravidez. Esse tipo de gemelaridade, também chamada de “monocoriônica”, requer seguimento ultrassonográfico morfológico detalhado a cada trimestre de gestação, monitorização ultrassonográfica do colo uterino pela via transvaginal e ultrassonografias seriadas quinzenais a partir de 16 semanas de gestação.

O diagnóstico precoce de uma doença específica da gravidez de gêmeos permite uma abordagem mais racional, com menor possibilidade de complicações e quando necessário, o tratamento cirúrgico com laser para interromper a comunicação vascular entre os gêmeos e separar as placentas.

Pais, invistam na segurança dos seus filhos, consultem um especialista em acompanhamento ultrassonográfico de gêmeos e fiquem tranquilos durante a gestação.

 

 

Dr Fábio Batistuta de Mesquita
Fetólogo e pai de Gêmeas

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