Ecocardiograma Fetal

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👥 Este é um exame de imagem que normalmente é solicitado no pré-natal para verificar o desenvolvimento, tamanho e funcionamento do coraçãozinho do feto. Não exige nenhuma preparação e é indicado a partir da 18ª semana de gestação. Por este exame é possível diagnosticar algumas doenças congênitas, como atresia pulmonar ou alguma cardiopatia congênita.⠀

👥 Além de indicado para o pré-natal, pode ser necessário para gestantes que: ⠀

👥Exame de translucência alterado;⠀

👥Tem histórico de cardiopatias congênitas na família; ⠀

👥 Tiveram infecções como toxoplamose e rubéola;⠀

👥 Possuem diabetes;⠀

👥 Usaram remédios nas primeiras semanas da gravidez, tais como antidepressivos ou anticonvulsivantes;⠀

👥 Idade acima dos 35 anos; em caso de dúvidas, converse com seu médico. É simples, faça uma listinha antes de ir para a consulta. Funciona sempre.

Foi assim no último congresso mundial de medicina fetal, em Alicante, Espanha.

Foi possível visualizar para onde a especialidade está indo, o que está dando certo e o que não está, o que está sedimentado e o que requer pesquisas e mudanças nas estratégias. Tudo com o intuito de oferecer o que há de melhor do ponto de vista médico-científico, para as gestantes e os bebês.

Foi especialmente emocionante ver, conversar e estar pessoalmente próximo das mentes mais brilhantes e empreendedoras do planeta.

Foi uma oportunidade de encher os olhos com as belezas locais, alimentar a alma, o corpo com as delícias da Espanha e sobretudo o intelecto.

O próximo congresso já está na agenda!

Semana de intenso aprendizado e confraternizações

👥Neste período ocorre a formação dos órgãos do feto e o risco é maior de ocorrerem doenças associadas a alterações genéticas, por exemplo. 👥Por isso, é muito importante um cuidado especial nessa fase: evitar determinadas medicações e bebidas, fazer exames de imagem e todos que forem solicitados pelo seu médico.⠀

👥Também é nesta fase que ocorre a maioria dos abortos espontâneos: de 10 a 15% das mulheres abortam até a 12ª semana de gestação – geralmente decorrente, justamente, por malformações do embrião. ⠀

👥Estes eventos possuem chances de ocorrer mas poderão ser reduzidas ou remediadas com um acompanhamento periódico do seu médico. Esteja atenta aos cuidados, preservando a alegria e aproveitando todas as fases que este acontecimento merece.

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Os três primeiros meses da gravidez

Matéria no caderno “Opinião” do Jornal Estado de Minas

Cada vez mais os casais que desejam ter um filho, ou mesmo esperam pelo nascimento de um bebê, ficam ansiosos e curiosos a respeito de questões da saúde reprodutiva, anomalias do feto, avanços da área de medicina fetal e também da perspectiva do “feto como paciente”. 

Durante séculos, os cuidados com os seres humanos estavam restritos às medidas paliativas e curativas em fase da vida após o nascimento.  Mais recentemente, esses cuidados passaram a ser preventivos e o conceito de gerenciamento de riscos passou a ser aplicado como uma maneira de se evitar doenças.

Com o desenvolvimento do conhecimento e da tecnologia, esse cuidado preventivo, propedêutico e terapêutico se estendeu para fases da vida humana antes do nascimento e até mesmo antes da concepção.  Assim, o feto passou a ser tratado como um indivíduo, com direito à vida, a cuidados e respeito. Nesse sentido, desenvolveu-se, então, a ciência destinada à compreensão do desenvolvimento humano desde a sua origem, a partir da genética, da embriologia e fisiologia fetal, do desenvolvimento físico e emocional do bebê, do seu adoecimento, da prevenção e cura de doenças intraútero, no tratamento da dor e sofrimento fetal, que é a “Medicina Fetal”.

Dentro dessa realidade, o principal desafio é o diagnóstico precoce. Ele é fundamental para a solução de muitos problemas e o grande entrave é a baixa qualidade dos exames realizados. Outro importante desafio é a universalização desse entendimento entre médicos e pacientes. O ponto central é a necessidade de universalizar o atendimento, permitindo que um maior número de bebês tenha acesso ao diagnóstico precoce de qualidade e à possibilidade de tratamento. É desafio também se permitir que bebês e pais, mesmo em situações onde a vida ou a saúde dos fetos não possam ser garantidos, tenham acesso à compreensão plena desse processo e que possam ser acolhidos com dignidade e respeito. 

A Medicina Fetal, na maioria das vezes, ajudará os bebês a saírem de condições onde não se há, em várias situações, nenhuma perspectiva de vida, para uma pequena chance de sobreviver ou de minimizar alguma sequela. Muitas vezes os pais se apegam a essas chances e cada vez mais temos tido avanços nos resultados. Nesse sentido, é importante que os pais tenham a consciência de que a realização dos exames de ultrassom de rotina na gravidez são eventos médicos e não eventos recreativos. 

É importante saberem que existe todo um raciocínio por traz da realização da ultrassonografia visando detectar sinais, indícios de anomalias estruturais ou funcionais no desenvolvimento do bebê ou da placenta. Portanto, o diagnóstico de doenças no feto requer uma “Busca Ativa” pelo profissional que realiza o exame e, o mesmo, deve ser dotado de uma bagagem teórica e prática muito profunda e sólida. Sendo assim, os pais devem pesquisar os profissionais ou serviços que conduzirão às suas gestações. Eles deverão discutir com seus médicos pré-natalistas quem serão seus ultrassonografistas e fetólogos de referência. Devem pesquisar suas habilitações junto ao CRM e dar preferência a profissionais que tenham habilitação e expertise na avaliação da saúde do feto. 

A avaliação da formação e do desenvolvimento fetal é um evento contínuo. Isso significa que o bebê deverá ser avaliado criticamente em vários momentos do seu desenvolvimento porque sua estruturação física e comportamental está em constante processo de transformação. A partir desse conhecimento é que surgirão oportunidades de tratamento, racionalização e individualização da assistência, criação de um processo logístico que poderá envolver o nascimento em maternidade especializada, equipes multiprofissionais, suporte psicológico para os familiares e o seguimento para reabilitação, reintegração à sociedade e engajamento por políticas assistenciais mais amplas, profundas e humanísticas.

🎯 A tecnologia é uma grande aliada no meu trabalho. 🎯Através dela podem ser identificadas situações em que ter a informação precisa pode ajudar tanto no diagnóstico quanto em tratamentos que envolvam a necessidade de detalhamentos, que só ela pode oferecer. Acredito no poder do conhecimento e no poder da tecnologia. Os dois podem andar juntos, equilibrando-se e complementando-se; Este é o caso deste equipamento de ultrassom de alta definição, já disponível e em funcionamento na Fetali em BH, destinado principalmente para realização de exames em gestantes e mulheres, com recursos de última geração que permitem a realização de exames 3D e 4D, HD live, Doppler, gravação de exames e avaliação da morfologia do bebê. Um aliado de peso, para que eu possa me dedicar ao que é mais relevante: fazer o melhor pela vida que este equipamento me deixa ver. #medicinafetal #ultrassonografia #drfabiobatistuta #fetali #bomdespacho #belohorizonte

Estamos investindo, para melhor servir.

Novembro Roxo – Mês da Conscientização da prematuridade

17 DE NOVEMBRO – DIA MUNDIAL DA PREVENÇÃO DA PREMATURIDADE 

PREMATURIDADE

A prematuridade é a maior causa isolada de mortalidade e morbidade neonatal.

Estima-se que nasçam cerca de 15 milhões de bebês prematuros no mundo a cada ano e cerca de 1 milhão deles morrerão antes dos 5 anos de idade. Três quartos dessas mortes poderiam ser evitadas com medidas pré-natais simples e financeiramente viáveis.(OMS-2015)

O Brasil está entre os 10 primeiros países no mundo com maior taxa de nascimentos prematuros. Estima-se que nasçam mais de 340.000 crianças prematuras no país a cada ano, ou seja, bebês com idade gestacional inferior a 37 semanas de atraso menstrual. Os nascimentos prematuros no nosso país representam cerca de 10 a 15 % de todos os nascidos vivos.(OMS-2015)

Cerca de 70% dos partos prematuros são expontâneos e a maioria dos casos ocorrem em primíparas ou em pacientes que não apresentam história de prematuridade prévia. Cerca de 30% são Iatrogênicos (DPP, Amniorexe prematura, PE, RCIU, etc) e sua incidência aumentou muito nas últimas décadas. A investigação sistemática em todas as gestantes é necessária para se selecionar o grupo de maior risco e, que portanto se beneficiarão de medidas profiláticas que reduzirão a incidência de prematuridade.

FATORES DE RISCO

Os principais fatores de risco e que apresentam maior RR (risco relativo) podem ser classificados como:

  • Parto prematuro prévio
  • Intervenções sobre o colo uterino
  • Infecções uterinas
  • Hemorragias durante a gestação
  • Sobredistensão do útero – Gestações múltiplas e poli-hidrâmnio
  • Estresse materno e fetal
Fator de risco e seu Odds Ratio

O COLO UTERINO

A medida do colo uterino, realizada pela via transvaginal, é o dado objetivo, quantitativo, obtido durante a gestação que isoladamente tem maior sensibilidade e especificidade na previsão do parto prematuro. Seu comprimento tem relação inversa com a probabilidade de um nascimento prematuro.

A população de paciente primigestas ou sem fatores de riscos óbvios em determinada população se beneficiam do rastreamento sistemático já que cerca de 10% da população de baixo risco tem o colo curto (Menor ou igual a 2,5 cm). Gestantes com o colo curto apresentam de 6 a 14 vezes mais chances de evoluir com parto prematuro.

COMPRIMENTO

CERVICAL (MM)
PERCENTILRISCO RELATIVO

PARTO PREMATURO
INTERVALO DE

CONFIAÇA
< 35502.351.42 a 3.89
< 30253.792.32 a 6.19
< 26106.193.84 a 9.97
< 2259.495.95 a 15.15
< 12113.997.89 a 24.78

A medida do colo na população de Baixo Risco deve ser realizada sistematicamente entre 18ª e 24ª semanas de gestação, período que coincide com janela para a avaliação morfológica do feto. Gestantes com medida de colo menor ou abaixo que o percentil 10, o que corresponde a 25 mm, se beneficiarão com o uso de progesterona até o final da gestação, podendo reduzir assim a incidência de Parto Prematuro Espontâneo em até 40%.

Em populações sabidamente de Alto Risco através da história clínica e obstétrica, deve-se iniciar o uso da progesterona no final do terceiro mês, após a primeira avaliação morfológica de 1º trimestre (Exame de Translucência Nucal).  Nessa população, sobretudo naquelas com aborto tardio, parto prematuro extremo e/ou história fortemente sugestiva de Incompetência Istimo Cervical, recomenda-se além do uso precoce da progesterona a avaliação seriada do colo uterino a partir da 16ª semana, a cada 15 dias, até a 24ª semana de gestação com Ultrassonografia Transvaginal no intuito de detectar encurtamento extremo do colo abaixo de 20 mm e dilatação funicular do Orifício Interno do colo. Tais situações necessitarão de medidas mais contundentes, como Cerclagem ou Pessário, que apesar de algumas controversas na literatura, têm apresentado resultados benéficos para o bebê.


TÉCNICA ULTRASSONOGRÁFICA PARA MEDIR O COLO UTERINO NO 2º TRIMESTRE

PROGESTERONA VAGINAL NA PREVENÇÃO DO TRABALHO DE PARTO PREMATURO

Progesterona na Prevenção de Trabalho de Parto Prematuro

PROTOCOLO PARA RASTREAMENTO DO RISCO DE PARTO PREMATURO E PREVENÇÃO

Protocolo sugerido na aula de revisão de prematuridade do Dr Fábio Peralta

Bibliografia