Jornal Belvedere

Pioneiro no tratamento cirúrgico de doenças fetais o Hospital Vila da Serra realizou, no último mês, pela primeira vez em Minas Gerais, uma Fetoscopia.

© Foto: Divulgação/João Kleber/Cedida HVS

Técnica menos invasiva que permite operar o bebê dentro da barriga da mãe para tratar uma Hérnia Diafragmática Congênita Grave (HDC). Defeito congênito raro que, quando não diagnosticado no primeiro trimestre de gestação, pode comprometer o desenvolvimento do pulmão e provocar o deslocamento do coração do feto para o lado, com reflexos sobre a capacidade respiratória e grande risco de morte, ao nascer.

Segundo o cirurgião fetal, dr. Fábio Batistuta de Mesquita, por meio da fetoscopia é feito um furo menor que 5 mm na barriga da gestante onde é introduzida uma câmera e os equipamentos necessários para o procedimento, que pode ser realizado em fetos de aproximadamente 27/28 semanas.

O cirurgião explica ainda, que com o auxílio do ultrassom e sob visão direta com o fetoscópio, o equipamento é introduzido na boca do feto, através da laringe e cordas vocais, um balão é posicionado e inflado na traqueia, para estimular o desenvolvimento e amadurecimento acelerado dos alvéolos, brônquios e vasos pulmonares. Esse desenvolvimento é que garantirá a troca de gazes pelas células pulmonares após o nascimento.

Duas semanas após a cirurgia foi possível detectar aumento do pulmão do bebê, o que comprova o sucesso da técnica. Uma nova cirurgia será necessária para a retirada e/ou perfuração do balão antes do nascimento.

Batistuta explica que, quando não é possível utilizar a técnica cirúrgica fetal, a gestante necessitará de um ambiente preparado para o atendimento desse tipo de caso durante o parto. “A cirurgia definitiva para correção da HDC será realizada após o nascimento do bebê, durante todo o período pré e pós-cirúrgico, o bebê permanecerá internado em Centro de Terapia Intensiva, sob ventilação artificial, com todas as funções vitais monitoradas e uso de medicamentos específicos”, conclui.

SERVIÇO:

Serviço de Medicina Fetal e Cirurgia Fetal do Hospital Vila da Serra
Endereço: Alameda Oscar Niemeyer 499, 2º andar, Clínica Fetali.
Fone: 31-3228-8187

Hospital Vila da Serra realiza cirurgia intrauterina com sucessoSAÚDEPUBLICADO SEXTA, 11 OUTUBRO 2019 19:26

Em agosto deste ano, a equipe de Cirurgia Fetal do Hospital Vila da Serra, coordenada pelo Dr Fábio Batistuta Mesquita e pelo Dr Francisco Eduardo C Lima, realizaram com êxito a primeira cirurgia para Oclusão Traqueal Fetal por fetoscopia para tratamento intrauterino de bebê portador de um defeito no diafragma chamado Hérnia Diafragmática Congênita.

Hérnia Diafragmática Congênita – Cirurgia para Oclusão Traqueal Fetal por Fetoscopia

A cirurgia visa o desenvolvimento e amadurecimento dos pulmões do bebê, que ficaram prejudicados pela doença. Os casos mais graves de Hérnia Diafragmática Congênita caso não tratados cirurgicamente no útero materno, podem levar ao óbito neonatal.

A equipe de cirurgia do Hospital Vila da Serra foi treinada pelo principal cirurgião fetal do país, o Dr Fábio Peralta, que acumula uma das maiores experiências nesse tipo de tratamento no mundo.

Mãe e feto passam bem e aguardam o seguimento da gravidez para a continuação do tratamento, que necessitará de um suporte multidisciplinar de especialistas em Cirurgia Pediatrica, Neonatologia, Obstetricia de Alto risco, Intensivismo pediátrico, Cardiologia pediátrica dentre outras especialidades.

Equipe da Cirurgia – Dra Marina Roesberg (anestesia), Dr Fábio Batistuta (cirurgião), Dr Francisco Eduardo (Cirurgião) e Dr Rodrigo Bernardes (anestesia)

Cirurgia Fetal Pioneira no Hospital Vila da Serra

Ecocardiograma Fetal

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👥 Este é um exame de imagem que normalmente é solicitado no pré-natal para verificar o desenvolvimento, tamanho e funcionamento do coraçãozinho do feto. Não exige nenhuma preparação e é indicado a partir da 18ª semana de gestação. Por este exame é possível diagnosticar algumas doenças congênitas, como atresia pulmonar ou alguma cardiopatia congênita.⠀

👥 Além de indicado para o pré-natal, pode ser necessário para gestantes que: ⠀

👥Exame de translucência alterado;⠀

👥Tem histórico de cardiopatias congênitas na família; ⠀

👥 Tiveram infecções como toxoplamose e rubéola;⠀

👥 Possuem diabetes;⠀

👥 Usaram remédios nas primeiras semanas da gravidez, tais como antidepressivos ou anticonvulsivantes;⠀

👥 Idade acima dos 35 anos; em caso de dúvidas, converse com seu médico. É simples, faça uma listinha antes de ir para a consulta. Funciona sempre.

Foi assim no último congresso mundial de medicina fetal, em Alicante, Espanha.

Foi possível visualizar para onde a especialidade está indo, o que está dando certo e o que não está, o que está sedimentado e o que requer pesquisas e mudanças nas estratégias. Tudo com o intuito de oferecer o que há de melhor do ponto de vista médico-científico, para as gestantes e os bebês.

Foi especialmente emocionante ver, conversar e estar pessoalmente próximo das mentes mais brilhantes e empreendedoras do planeta.

Foi uma oportunidade de encher os olhos com as belezas locais, alimentar a alma, o corpo com as delícias da Espanha e sobretudo o intelecto.

O próximo congresso já está na agenda!

Semana de intenso aprendizado e confraternizações

Mielomeningocele: demanda por cirurgia aumenta e Minas Gerais

Equipe de cirurgia de Mielomeningocele Fetal – Hospital Vila da Serra

O cirurgião fetal Fábio Batistuta: “a Mielomeningocele pode causar danos irreparáveis nos nervos da coluna da criança”

Uma doença que vem chamando a atenção dos profissionais da saúde e da sociedade é a Mielomeningocele, caracterizada pela malformação congênita dos ossos da coluna e medula espinhal da criança. Esse fato tem em vista o sucesso dos procedimentos cirúrgicos recentes e a maior divulgação do seu tratamento e excelentes resultados. Embora não haja estudos sobre a sua incidência, dados oficiais estimam que nasça no Brasil uma em cada 1.000 crianças com essa patologia.

De acordo com o cirurgião fetal e coordenador da equipe multidisciplinar especializada nessa doença do Hospital Vila da Serra, Dr. Fábio Batistuta de Mesquita, “a Milelomeningocele é uma doença que acomete o bebê em formação. Ela pode ser devastadora se não tratada a tempo e adequadamente, pois pode causar danos irreparáveis nos nervos da coluna da criança, impossibilitando-a ou dificultando-a desenvolver funções corriqueiras como controlar a urina e os esfíncteres, caminhar, correr ou manter-se de pé sem ajuda de órteses e próteses. Além disso, a lesão observada na coluna, acarreta, na maior parte das crianças não tratadas, o acúmulo de líquido dentro do cérebro (Líquor) que implica no aumento da pressão e no tamanho do crânio, também chamada hidrocefalia, que, consequentemente, pode afetar as funções neurológicas, culminando com o atraso no desenvolvimento neurológico, psíquico e motor da criança”.

Compreendendo a doença – O Dr. Fábio Batistuta explica que com sete semanas de gestação, acontece o fechamento do sistema nervoso e da coluna do bebê. Naqueles que são diagnosticados com Mielomeningocele, esse processo não acontece naturalmente e os nervos ficam expostos. A má formação ocorre na região lombar e essa abertura na coluna pode comprometer o desenvolvimento psicomotor da criança ao longo de toda a vida. A exposição das raízes nervosas do bebê faz com que o líquido produzido no cérebro extravase pelo orifício da medula, o que reduz a pressão intracraniana da criança. Sem correção, a doença pode levar a casos de hidrocefalia, má formação de nervos e neurônios e problemas locomotores variados. Existe, ainda, o risco de dificuldades na bexiga e intestino.

Geralmente, a cirurgia, baseada na “Técnica de Peralta”, é realizada entre a 19ª e a 26ª semanas da gestação, quando o cérebro está em processo de formação. Assim, reduz-se o risco de complicações maternas, sendo possível prolongar a gravidez até aproximadamente a 37ª semana. O procedimento também impede que os danos iniciais se agravem, já que o líquido amniótico tem uma ação corrosiva sobre os nervos expostos, ressalta o especialista, ao observar que a Mielomeningocele é a única má formação fetal não letal, que tem indicação de cirurgia intrauterina, realizada antes do nascimento do bebê.

Existe farta bibliografia médica que comprova que esse procedimento reduz a necessidade de tratamentos depois do nascimento. A cirurgia também dobra as chances de a criança andar sem o uso de próteses e órteses e reduz em 80% a necessidade de se colocar a válvula no cérebro, para reduzir a pressão intracraniana, devido a hidrocefalia.

Segundo o Dr. Fabio Batistuta, as causas da patologia são multifatoriais, isto é, são provocadas por fatores diversos, tais como: predisposição genética, deficiência do ácido fólico, tratamento recente com quimioterápicos, uso de anticonvulsivantes, obesidade materna, diabetes materno não controlado no momento da gravidez, e hipertermia (febre, sauna, banho termal). “A combinação desses fatores pode desencadear um mau fechamento da coluna no momento da formação do embrião durante a gravidez, quando a mãe nem suspeita estar grávida. Por essa razão, toda mulher que planeja engravidar deve procurar um especialista em Ginecologia e Obstetrícia para realizar um aconselhamento pré-concepcional e iniciar o uso de ácido fólico pelo menos dois meses antes de tentar engravidar”.

A principal maneira de diagnosticar a doença é a ultrassonografia, realizada por profissional capacitado a avaliar adequadamente o sistema neurológico do bebê. “Um profissional especialista em medicina fetal tem a capacidade de detectar a doença no momento do exame de Translucência Nucal, que deve ser feito entre a 11ª e 14ª semanas de gestação. Mas a maioria dos diagnósticos é realizado tardiamente, impossibilitando o tratamento ainda dentro do útero materno.

Tendo em vista a sua rica experiência nesse tipo de cirurgia, o Dr. Fábio Batistuta e equipe multidisciplinar do Hospital Vila da Serra se sentem “agraciados pela oportunidade de operar e ver nascer com saúde nossos primeiros bebês portadores de Mielomeningocele. Pérola e Brenda foram submetidas à correção da lesão em Maio desse ano, ambas no 5º mês de gestação, quando pesavam aproximadamente 650 gramas”.

Walkiria e Peter, bem como Daniele Cristina e Rilder, respectivos pais de Pérola e Brenda, agradece o Dr. Fábio Batistuta, “depositaram em nossa equipe a confiança para que pudéssemos intervir sobre a vida de suas filhas num momento tão delicado. Ambas nasceram com mais de 37 semanas de gestação, na data programada para o nascimento, receberam alta direto para casa, juntas dos seus pais, sem necessidade de ficarem internadas em UTI. Hoje estão saudáveis e, até o momento, não precisaram de qualquer cirurgia complementar. Fazem o seguimento com especialistas em diversas áreas, como neurocirurgiões pediátricos, ortopedistas pediátricos e fisioterapeutas, e apresentam recuperação bem acima da média se comparadas com crianças operadas após o nascimento”, enfatiza.

Equipe multidisciplinar – O sucesso do tratamento da Mielomeningocele do Hospital Vila da Serra tem vários motivos. Um deles é a sua equipe médica. “Construímos uma equipe muito especial, formada por profissionais altamente qualificados, de diversas áreas de conhecimento e que atuam juntos para promover um trabalho muito delicado e complexo, que começa com o diagnóstico e vai até após o nascimento”, afirma o Dr. Fábio Batistuta. A equipe é composta por seis especialistas em cirurgias, e dois anestesiologistas, que atuam diretamente em campo cirúrgico com os pacientes, para garantir a segurança da mãe e do bebê. Durante todo o tempo em que estão no hospital, mãe e filho são monitorados de perto, na Unidade de Cuidados Intensivos, até terem condições de irem para o quarto com segurança. Após a alta hospitalar, são acompanhados pelo Dr. Luiz Guilherme Neves, especialista em Gravidez de Alto risco, para continuação do pré-natal, e pelos especialistas em Medicina Fetal, o próprio Dr. Fábio Batistuta e o Dr. Francisco Eduardo Lima, presentes durante todo o processo.

De acordo com o Dr. Fábio Batistuta, imediatamente após o nascimento, o bebê é acolhido por uma das melhores equipes de Neonatologia de Minas Gerais, a equipe do Neocenter, através da equipe de Neurocirurgia Pediátrica liderada pelo Dr. José Aloysio Costa Val, e pela equipe de Microcirurgia Plástica da Dra. Vivian Lemos, para o caso de alguma reparação estética. Antes da alta, mãe e filho são avaliados pela equipe de Ortopedia Pediátrica do Dr. César Luiz Ferreira e pela equipe de Urologia Pediátrica liderada pela Dra. Cristiane Reis Leonardo. Orientações e acolhimento são fornecidas a todo o momento aos pais no intuito de ajuda-los a cuidar do bebê durante todo o processo.

Par o Dr. Fábio Batistuta, “todas as técnicas que utilizamos no Hospital Vila da Serra são estudadas profundamente e discutidas entre toda a equipe. Não realizamos procedimentos experimentais no paciente e cada conduta é baseada nas melhores evidências científicas já consagradas no mundo”.

Portal Medicina & Saúde: (31)3586-0937 

Fetali e Vila da Serra

 

A Clínica Fetali Medicina Fetal e Ultrassonografia e o Hospital Vila da Serra se unem para formar um Centro pioneiro de Diagnóstico Fetal Avançado e Terapêutica Fetal.

Estamos preparados para a realização de cirurgias fetais de grande porte como a Correção da Mielomeningocele fetal pré-natal e para a realização de diversos procedimentos de menor porte como Transfusões sanguíneas fetais, correção da Válvula de Uretra Posterior, colocação de drenos fetais diversos, implantação de pessários na prevenção do parto prematuro e realização de procedimentos diagnósticos invasivos.