Qual o Ultrassom mais importante na Gravidez?

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Se eu pudesse fazer apenas um exame de ultrassom durante toda a gravidez, qual exame seria o mais importante?

Talvez esse dilema não seja a realidade para a maioria dos leitores, mas é com certeza a realidade da grande maioria das gestantes do país.

Cada exame tem sua importância e possibilita obter informações valiosas a cada estágio do desenvolvimento do bebê.

Mas tem um exame que reúne um volume de informações preciosas e muito seguras para o fetólogo e para o obstetra. O Ultrassom Morfológico de 1º Trimestre, também conhecido como Exame de Translucência Nucal!

O Exame Morfológico de 1º trimestre é realizado no período de 11 semanas a 13 semanas e 6 dias e possibilita um estudo minucioso do bebê que vai muito além da medida da Translucência Nucal isolada.

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Porque esse exame é tão importante?

  • É feito num momento da gestação em que o cálculo da Idade Gestacional e a Data Provável do Parto, tem uma margem muito pequena para erros.
  • Nos casos de gestações gemelares, é possível determinar se é uma placenta única ou se são placentas diferentes. Essa informação é determinante na maneira de conduzir o pré-natal.
  • Nessa fase é possível determinar cerca de 60% das anomalias estruturais importantes para o bem estar fetal.
  • Além da Translucência Nucal, é possível avaliar a presença do Osso Nasal, do Fluxo sanguíneo no Ducto Venoso, o Refluxo na Válvula Tricúspide e outros marcadores estruturais das Síndromes Genéticas.
  • Por meio da história clínica, exames bioquímicos, exame físico materno, avaliação do Doppler das Artérias Uterinas e o cruzamento dessas informações com software licenciado, é possível identificar 90% das gestantes que terão Pré-Eclâmpsia Precoce. O tratamento preventivo da Pré-Eclâmpsia precoce em tempo hábil, reduzirá o risco dessa doença pela metade.
  • Permite selecionar as gestantes com história de Parto Prematuro e iniciar o tratamento, o seguimento ultrassonográfico e clínico adequados. A prevenção do Parto Prematuro reduz a principal causa de Mortalidade Neonatal.
  • Permite identificar a grande parte dos Bebês que apresentarão Doenças do Coração.

Gestante, ao consultar pela primeira vez, lembre-se de solicitar ao seu obstetra um exame Morfológico de 1º Trimestre. Faça seu exame com um Fetólogo credenciado pela Fetal Medicine Foudation e consulte o perfil de risco da sua gestação.

Dê voz a quem ainda não consegue se expressar sozinho e aumente as chances de se ter um bebê saudável!

Prevenir é a melhor maneira de se ter saúde! 

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Lipo após o parto

Fazer lipo logo depois de ter um filho é modismo arriscado

JULIANA CUNHA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Quem engravida depois dos 35 pode encontrar mais dificuldade para voltar ao peso anterior. Mulheres que deram à luz ao primeiro filho lá pelos 20 anos e voltam a engravidar depois dos 30 costumam sentir a diferença.

Como Lucila Figueiredo, 39. Teve seu segundo filho há um ano e dois meses ainda não recuperou a forma. “Engordei 17 quilos na gravidez, nunca me senti tão imensa.” Ela, 1,60 m, pesava 70 quilos quando engravidou.

Editoria de Arte/Folhapress

 

“Na gestação mantive meus hábitos. Nunca fui de comer porcarias, frituras, mas uma segunda gravidez com 38 anos contribuiu para ganhar tudo isso de peso”. Quanto teve a primeira filha, aos 29, engordou nove quilos.

“Não fiz e não faço atividade física. Durante a amamentação perdi dez quilos. Passei o ano oscilando entre 75 e 77 quilos até que, em dezembro, resolvi encarar uma dieta. Até agora perdi dez quilos”, conta Lucila.

LIPO NÃO VALE

Uma lenda urbana que circula entre novas mães diz que celebridades saem da mesa de parto diretamente para a mesa de lipoaspiração.

O procedimento, embora não seja ilegal, é de alto risco. O organismo leva seis semanas para voltar ao normal depois do parto. Nesse período, a mulher ainda tem anemia relacionada ao sangramento do parto e seus hormônios ainda não voltaram ao normal, o que pode influenciar na coagulação. Coração, fígado e rins ainda estão se recuperando da sobrecarga da gravidez.

“Tudo isso gera um risco aumentado para a anestesia e para a cirurgia”, explica o obstetra Paulo Nowak. Para o médico, a lipo só deveria ser feita depois do desmame.

“A amamentação interfere na liberação hormonal, o que gera impacto na coagulação e eleva muito o risco de trombose”, afirma o médico.

Recuperar a boa forma ajuda a ter a resistência física necessária para carregar o bebê e todo o aparato que surge junto com ele. A ansiedade em relação a isso, no entanto, pode ser inimiga da nova mãe.

A pressa para voltar ao peso é uma “loucura escabida”, na opinião da nutricionista Andrea Santa Rosa. “A indústria da imagem tem gerado desequilíbrio na cabeça das mulheres. Em vez de criar laços com o filho, muitas ficam com a obsessão de aparecer magras na foto. É focar no ponto errado. Nessa fase, o corpo diz para a mulher que é hora de focar na cria”, diz.

Ela destaca ainda a importância do parto normal no processo de volta à forma: “Já passei por ambos; é inegável que o natural ajuda a mulher a se recuperar mais cedo”.

Editoria de Arte/Folhapress