Fim de semana de muito aprendizado

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Nesse fim de semana tive a oportunidade de reencontrar colegas, amigos, mestres e compartilhar muito conhecimento.

Parabéns Dra Cibele, presidente do congresso, Dra Fátima, Dr Ronaldo Leitão e todos os outros que se empenharam por um evento de altíssima qualidade técnico-científica.

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Fetali e Vila da Serra

 

A Clínica Fetali Medicina Fetal e Ultrassonografia e o Hospital Vila da Serra se unem para formar um Centro pioneiro de Diagnóstico Fetal Avançado e Terapêutica Fetal.

Estamos preparados para a realização de cirurgias fetais de grande porte como a Correção da Mielomeningocele fetal pré-natal e para a realização de diversos procedimentos de menor porte como Transfusões sanguíneas fetais, correção da Válvula de Uretra Posterior, colocação de drenos fetais diversos, implantação de pessários na prevenção do parto prematuro e realização de procedimentos diagnósticos invasivos.

Cirurgia fetal intraútero para correção da mielomeningocele: êxito no Hospital Vila da Serra

Êxito com o nascimento de Pérola e Brenda.

A cirurgia fetal intraútero para correção de mielomeningocele, também conhecida como espinha bífida, apresenta novo êxito no Hospital Vila da Serra, Nova Lima, Minas Gerais. Depois do nascimento de Pérola, no dia 31 de julho, nasceu, agora, Brenda, no dia 15 de agosto, para grande alegria de seus pais e da equipe que realizou ambos os procedimentos cirúrgicos.

O cirurgião fetal Fábio Batistuta de Mesquita: “tivemos resultados obstétricos e neurológicos acima da média”

É importante destacar a felicidade dos pais de Pérola, Walkiria Flaviana de Oliveira Mendes, de 32 anos, e Peter Martins, 37 anos. E dos pais Brenda Daniele Cristina da Silva, de 30 anos; e Rilder Andrade das Chagas Silva, de 29 anos, pela superação de todas as dificuldades e riscos da gestação em casos como esse. Os casais são respectivamente das cidades de João Monlevade e Pedra do Indaiá, interior de Minas Gerais.

O cirurgião fetal Fábio Batistuta de Mesquita, que acompanhou as duas histórias, vê com muito otimismo os resultados das cirurgias para correção de Mielomeningocele intraútero realizadas. “Primeiramente, porque conseguimos reproduzir com êxito a técnica de “Peralta” que, comprovadamente, tem mostrado os melhores resultados neurológicos para o bebê e excelente relação de “risco x benefício” para a gestante. Também porque tivemos resultados obstétricos e neurológicos acima da média, com gestações ultrapassando as 37 semanas sem complicações, o que nos permitirá beneficiar as pacientes provenientes de todo o estado de Minas Gerais e estados vizinhos, com um padrão de assistência semelhante aos melhores centros de tratamento fetal do mundo”.

Segundo ele, “o êxito das cirurgias se dá graças ao pioneirismo da instituição, que dispõe de toda a estrutura necessária e de uma equipe multidisciplinar especializada para corrigir, durante as primeiras semanas da gestação, um grave problema de má formação do feto, realizando a cirurgia dentro do útero da mãe.

Entenda – Até a oitava semana de gestação, acontece o fechamento do sistema nervoso e da coluna do bebê. Naqueles que são diagnosticados com mielomeningocele, esse processo não acontece naturalmente e os nervos ficam expostos.

“A malformação ocorre na região lombar e essa abertura na coluna pode comprometer o desenvolvimento psicomotor da criança ao longo de toda a vida”, explica o cirurgião fetal e coordenador da equipe multidisciplinar especializada nesse procedimento, Dr. Fábio Batistuta de Mesquita.

A exposição das raízes nervosas do bebê faz com que o líquido produzido no cérebro extravase pelo orifício da medula, o que reduz a pressão intracraniana da criança. Sem correção, a doença pode levar a casos de hidrocefalia, má formação de nervos e neurônios e problemas locomotores variados. Existe, ainda, o risco de dificuldades na função da bexiga e do intestino, explica.

Como funciona – Geralmente, a cirurgia, baseada na “Técnica de Peralta”, desenvolvida pelo cirurgião fetal Professor Doutor Fábio Peralta, é realizada entre a 19ª e a 26ª semanas da gestação, quando o cérebro está em processo de formação. Assim, reduz-se o risco de complicações maternas e é possível prolongar a gravidez até aproximadamente a 37ª semana. O procedimento também impede que os danos iniciais se agravem, já que o líquido amniótico tem uma ação corrosiva sobre os nervos expostos.

A mielomeningocele é a única má formação fetal não letal, que tem indicação de cirurgia intraútero, realizada antes do nascimento do feto. Existe farta bibliografia médica que comprova que esse procedimento reduz a necessidade de tratamentos depois do nascimento. “A cirurgia também dobra as chances da criança andar sem o uso de próteses e órteses e reduz em 80% a necessidade de se colocar a válvula no cérebro, para reduzir a pressão intracraniana, devido a hidrocefalia”, enfatiza o Dr. Fábio.

A equipe do Hospital Vila da Serra, responsável pela cirurgia fetal, nos dois casos, é composta pelos seguintes médicos: cirurgião fetal, Dr. Fábio Batistuta de Mesquita; fetólogo auxiliar, Dr. Francisco Eduardo Lima; obstetra do alto risco, Dr. Luiz Guilherme Neves; neurocirurgião pediátrico, Dr. José Aloysio Costa Val; neurocirurgião auxiliar, Dr. Leopoldo Mandic; anestesista, Dr. Rodrigo Bernardes; 2º anestesista, Dra. Mariana Rajão, e microcirurgia plástica, Dra. Vivian Lemos.

Acompanhamento HVS – Da mesma forma em que os casos têm sido acompanhados no pré-natal, depois do nascimento, o bebê continuará a receber um atendimento especial, já que o tratamento terá continuidade. De acordo com o cirurgião, a ideia é implantar um Centro de Referência de Cirurgia Fetal no Hospital Vila da Serra para garantir que as pacientes sejam tratadas em Minas Gerais.

Fonte:

Após cirurgia inédita em Minas, nasce bebê operado dentro do útero – Gerais – Estado de Minas

A bebê Pérola Mendes Martins apresentou má formação fetal nas primeiras semanas de gravidez, mas cirurgia pioneira conseguiu corrigir o problema que poderia te
— Ler em www.em.com.br/app/noticia/gerais/2018/08/07/interna_gerais,978751/apos-cirurgia-inedita-em-minas-nasce-bebe-operado-dentro-do-utero.shtml

Entrevista na TV Canção Nova

Jornal Hoje em Dia – Nascimento de Pérola

Clínica Dr Fábio Batistuta de Mesquita

Clínica Dr Fábio Batistuta de Mesquita

Ultrassom na Gravidez

O exame de ultrassom é uma das melhores ferramentas médicas para avaliar o bem estar do bebê e certificar se não há fatores de riscos adicionais.

Deve ser realizado pela primeira vez de 7 a 9 semanas para verificar o número de bebês, o local onde a gestação foi gerada e estabelecer a data provável do parto.

O segundo exame deverá ser o Morfológico de 1º trimestre, feito de 11 a 14 semanas. É também conhecido como exame da Translucência Nucal, que é apenas um dos aspectos anatômicos avaliados para rastrear malformações e síndromes.

O terceiro exame é o Morfológico de 2º trimestre, realizado de 18 a 24 semanas. Nessa avaliação detalha-se toda a morfologia fetal, mede-se o colo do útero para se determinar o risco de parto prematuro e avalia-se a circulação placentária com o Doppler.

O quarto exame pode ser feito de 30 a 35 semanas, a depender de fatores de risco materno e resultados prévios. Indicado para reavaliar a morfologia fetal, avaliar o ritmo de crescimento fetal e seu bem estar. Nessa oportunidade avalia-se o líquido amniótico, mede-se o bebê e avalia a função placentária.

Outros exames poderão ser solicitados a depender dos resultados obtidos, dos fatores de risco da gestação, de intercorrências materno-fetais ou ao critério do obstetra.

Marque seu pré-natal com o obstetra assim que souber que está grávida e faça seus ultrassons com um especialista em medicina fetal, assim ambos cuidarão para que mãe e bebê sigam juntos saudáveis e seguros.

— Ler em drfabiobatistuta.negocio.site/

Hospital Vila da Serra realiza procedimento pioneiro de cirurgia intrauterina em feto com Mielomeningocele

O Hospital Vila da Serra realizou, na última terça-feira (24/04), a cirurgia intrauterina de Mielomeningocele, um procedimento pioneiro, que envolveu uma equipe multidisciplinar altamente especializada.  A Mielomeningocele é uma malformação na coluna do bebê, fazendo com que os tecidos neurológicos da criança fiquem expostos ao líquido amniótico, causando lesões neurológicas graves e altamente incapacitantes para a criança. O defeito surge antes da 8ª semana de gestação, durante a fase de formação dos órgãos fetais.

No mundo, a grande maioria das cirurgias para tratamento da doença, são realizadas após o nascimento do bebê. Porém o tratamento da Mielomeningocele pré-natal (intraútero) passou a ser uma realidade depois que os principais estudos começaram a ser publicados em 2011, quando foi comprovado que o tratamento pré-natal melhora os resultados fetais.

Diante neste novo cenário e com a vocação materno infantil, O hospital Vila de Serra viabilizou para que a sua equipe pudesse criar um centro de atenção multiprofissional especializada na assistência da criança com Mielomeningocele, juntamente com a equipe de Neurocirurgia Pediátrica, permitindo que cirurgias fetais de grande porte pudessem ser realizadas no estado de Minas Gerais.

A cirurgia realizada no HVS consistiu na abertura do abdome materno como numa cesariana, expondo-se o útero gravídico com o bebê no seu interior. Então, é feita uma abertura no útero menor do que três centímetros pela qual a equipe de Cirurgiões Fetais e Neurocirurgiões Pediátricos realizam a correção do defeito na coluna do feto.

As causas da Mielomeningocele são multifatoriais. Estão relacionadas a defeitos genéticos variados e a exposição a fatores ambientais. O uso de drogas, medicações anticonvulsivantes, quimioterápicos podem precipitar o não fechamento da coluna do bebê. A Mielomeningocele quando tratada precocemente durante a gestação, com uma intervenção intraútero, traz diversos benefícios, dentre eles a redução do risco de hidrocefalia e a necessidade de se colocar uma válvula para aliviar a pressão no cérebro do bebê, reduz ainda o risco de complicações pós-natais imediatas como meningite e complicações na ferida cirúrgica, além de aumenta as chances da criança andar.

Porém, mesmo diante dos benefícios desta técnica, centros de cirurgia fetais são escassos no país e restritos basicamente a São Paulo e Rio de Janeiro.  A cirurgia de Mielomeningocele começou a ser realizada sistematicamente no restante do mundo a partir de 2011, após a publicação do maior estudo comparativo entre as cirurgias pré-natais e pós-natais. Após esse período, a equipe do Dr. Moron e do Dr. Sérgio Cavallero em São Paulo foi pioneira na realização dessa cirurgia pela técnica clássica e logo a seguir, a equipe do Dr. Fábio Peralta e do Dr. Antônio De Sales iniciou o tratamento da Mielomeningocele pela cirurgia aberta modificada que tem demonstrado melhores resultados fetais com redução do risco materno. Outros centros também iniciaram a cirurgia de Mielomeningocele utilizando a técnica fechada por fetoscopia, cujos resultados ainda são controversos e sua realização deve ser feita em centros de pesquisa aprovados pelo comitê de ética.

Participaram da cirurgia realizada pelo Hospital Vila da Serra: Dr. Fábio Batistuta de Mesquita, Médico Especialista em Medicina Fetal, coordenador do serviço de Medicina Fetal e Cirurgia Fetal do Hospital Vila da Serra; Dr. Francisco Eduardo Lima, Médico Especialista em Medicina Fetal, coordenador do serviço de Ultrassonografia Gineco-Obstétrica do Hospital Vila da Serra (Fetali); Dr. Luis Guilherme Neves, Médico Especialista em Ginecologia e Obstetrícia, Assistente do Serviço de Alto Risco Obstétrico do Hospital Vila da Serra; Dr. José Aloysio Costa Val, Médico Especialista em Neurocirurgia Pediátrica e Coordenador do Serviço de Neurocirurgia pediátrica dos hospitais Biocor e Hospital Vila da Serra; Leopoldo Mandic Ferreira Furtado, Médico Especialista em Neurocirurgia Pediátrica, Assistente do Serviço de Neurocirurgia dos Hospitais Biocor e Hospital Vila da Serra; Dr. Rodrigo Bernardes, Médico Especialista em Anestesiologista do Hospital Vila da Serra; Dra. Mariana Rajão, Médica Residente em Anestesiologia do Hospital Vila da Serra; Dra. Vivian Lemos, Médica Especialista em Cirurgia plástica reparadora e Microcirurgia do Hospital Vila da Serra.

A cirurgia foi realizada com sucesso, mãe e bebê passam bem, e agora ambos serão monitorados até o nascimento do bebê.

 

Fonte: Hospital Vila da Serra realiza procedimento pioneiro de cirurgia intrauterina em feto com Mielomeningocele

Serei pai de gêmeos, e agora?

Receber a notícia de que dois ou mais bebês estão abordo da “nave mãe” é uma das sensações mais excitantes, emocionantes e temerárias numa gravidez. São sentimentos antagônicos de alegria e medo numa só informação.

Não é para menos, dentre as situações de risco que podem envolver esse período da vida da mulher, a gravidez múltipla é uma das que agrega maiores possibilidades de complicações. A começar pelo fato de que em determinado período, três, quatro ou mais indivíduos dependerão de um só organismo.

E por se tratar de uma situação de risco, nada melhor do que se aconselhar com quem compreende profundamente desse assunto. O acompanhamento de uma gestante de gêmeos deverá ser realizado  por um especialista no assunto. Dentre as situações de risco na obstetrícia é essa a que requer um maior grau de compreensão e experiência. As taxas de complicações são mais altas entre as gestações múltiplas que entre as gestações únicas, assim como a incidência de doenças como a pré-eclâmpsia, o parto prematuro, as malformações fetais, as discrepâncias pesos e o surgimento de doenças específicas entre os gêmeos que dividem a mesma placenta.

Mães de gêmeos costumam sentir dores com mais frequência, dificuldades para caminhar, respirar ou simplesmente virarem-se na cama. Costumam iniciar as contrações uterinas de treinamento mais precocemente e sofrem com a ansiedade de ter que lidar com todas as sensações e sentimentos em dobro.

O ideal é que essas gestações sejam acompanhadas por um fetólogo, o médico especialista na saúde do bebê antes do seu nascimento e por um obstetra especialista em Alto Risco, tão logo a mãe descubra estar portando gêmeos.

Uma informação frequentemente negligenciada ou equivocada por ultrassonografistas menos experientes é a do número de placentas, informação essa que determina o risco da gestação e a maneira mais apropriada de se acompanhar essa gestante. Essa informação será obtida com maior grau de certeza nos primeiros três meses de gestação.

. Gêmeos que dividem a mesma placenta apresentam dezenas de vezes mais risco de portarem alguma anomalia estrutural, de apresentarem doenças específicas de quem divide a mesma circulação sanguínea e de morrerem subitamente ao longo da gravidez. Esse tipo de gemelaridade, também chamada de “monocoriônica”, requer seguimento ultrassonográfico morfológico detalhado a cada trimestre de gestação, monitorização ultrassonográfica do colo uterino pela via transvaginal e ultrassonografias seriadas quinzenais a partir de 16 semanas de gestação.

O diagnóstico precoce de uma doença específica da gravidez de gêmeos permite uma abordagem mais racional, com menor possibilidade de complicações e quando necessário, o tratamento cirúrgico com laser para interromper a comunicação vascular entre os gêmeos e separar as placentas.

Pais, invistam na segurança dos seus filhos, consultem um especialista em acompanhamento ultrassonográfico de gêmeos e fiquem tranquilos durante a gestação.

Protocolo Gestação Gemelar

Dr Fábio Batistuta de Mesquita
Fetólogo e pai de Gêmeas