Correr Riscos

CORRER RISCOS
 
Rir é correr risco de parecer tolo.
Chorar é correr o risco de parecer sentimental.
Estender a mão é correr o risco de se envolver.
Expor seus sentimentos é correr o risco de mostrar seu verdadeiro eu.
Defender seus sonhos e idéias diante da multidão é correr o risco de perder as pessoas.
Amar é correr o risco de não ser correspondido.
Viver é correr o risco de morrer.
Confiar é correr o risco de se decepcionar.
Tentar é correr o risco de fracassar.
Mas os riscos devem ser corridos, porque o maior perigo é não arriscar nada.
Há pessoas que não correm nenhum risco, não fazem nada, não têm nada e não são nada.
Elas podem até evitar sofrimentos e desilusões, mas elas não conseguem nada, não sentem nada, não mudam, não crescem, não amam, não vivem.
Acorrentadas por suas atitudes, elas viram escravas, privam-se de sua liberdade.
Somente a pessoa que corre riscos é livre!
Sêneca
(orador romano)
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Parto domiciliar

Parto do Lucas

Acima de todo o discurso do que é certo, errado, seguro, inseguro, bonito, feio, romântico, grotesco… não seria produtivo levar o nível da conversa para qualquer polaridade.

O parto não é nem feio, nem bonito, nem bom e nem ruim. É simplesmente parto. O desfecho natural da escolha de procriar, hoje e desde que o primeiro primata trouxe uma vida ao mundo (No que tange a espécie humana). A beleza, o símbolo, o êxtase, enfim, todas as sensações, sentimentos e adjetivos que os descrevem depende somente de quem o vivencia. Vivenciar o parto, experimentar cada segundo desse turbilhão de estímulos requer que estejamos plenamente atento e aberto ao novo. É um espaço sem incongruências, sem dúvidas, de entrega plena onde medo e coragem andam lado a lado, momento a momento.

O vídeo acima, aproveitando sua vulgarização na mídia de massa, reflete uma maneira de parir. Nem a melhor nem a mais arriscada, no meu ponto de vista. Mas o que me chama a atenção é a maneira como esse lindo casal mergulhou profundamente na sua escolha de onde e como parir. Assumiram o ônus e o bônus de vivenciar esse momento de suas vidas como bem entenderam. Em nenhum momento pude perceber alguma dúvida, medo ou desespero, somente paz, a espera paciente pelo tempo normal que a biologia nos impôs e um carinho irradiante.

Como médico especialista, obstetra, treinado para diagnosticar o desvio no padrão da evolução daquilo que consideramos normal, para agir prontamente utilizando técnicas intervencionistas amplamente estudadas, publicadas e regulamentadas pelas sociedades de classe (FEBRASGO, SOGIMIG, CRM, ALSO,…) as mesmas sociedades que nesse momento histórico e geográfico, consideram essa prática arriscada e portanto proscrita. Confesso que ao assistir a esse vídeo me emocionei, me encantei com a atmosfera em volta de todos envolvidos com o nascimento do Lucas e confesso que senti uma ponta de inveja (No bom sentido!) de não ter sido o eleito a conduzir essa experiência.

Parabenizo à família pelo protagonismo pela vida e pelo nascimento do Lucas.

E manifesto meu anseio para que um dia possamos deixar o discurso classista num segundo plano e que possamos aprender, estudar e incorporar em nossas práticas médicas as práticas milenares das parteiras, xamãs, terapeutas, doulas e verdadeiramente estarmos ao lado de quem realmente deveria ser a  “figura central” no parto.

 

Estudo reafirma relação entre parto por cesárea e obesidade infantil

Estudo reafirma relação entre parto por cesárea e obesidade infantil

Pesquisadores americanos reafirmaram que crianças nascidas por cesárea têm mais possibilidades de sofrer de obesidade.

O dado é de uma pesquisa realizada por especialistas do Hospital da Infância de Boston (EUA), publicada nesta quinta-feira (24) na revista “Archives of Disease in Childhood”.

Shutterstock
Estudo não indica cesariana, a não ser por razões estritamente clínicas, por estar ligada à obesidade infantil
Estudo não indica cesariana, a não ser por razões estritamente clínicas, por estar ligada à obesidade infantil

O estudo retoma uma discussão sobre a relação entre partos por cesárea e sobrepeso infantil. Ele desaconselha este tipo de intervenção senão por razões estritamente clínicas, indica a publicação que pertence ao grupo “British Medical Journal”.

Os cientistas analisaram 1.255 crianças nascidas no hospital de Boston entre 1999 e 2002, sendo 284 delas por cesárea, desde as 22 semanas de gestação até os três anos de idade.

Enquanto só 7,5% dos bebês nascidos de maneira natural sofriam obesidade aos três anos, esta percentagem chegava a 15,7% nos casos em que houve intervenção cirúrgica no parto.

Os autores do estudo atribuem esta relação às diferenças na composição da flora intestinal entre os nascidos por parto natural ou por cesárea.

No último grupo, os pesquisadores encontraram uma maior incidência de bactérias firmicutes que, segundo outros estudos, estão presentes nos intestinos de pessoas obesas e são um dos fatores que motivam a doença.

Além disso, foi apontado que os partos por cesárea são mais frequentes entre as mães obesas, o que também poderia favorecer o sobrepeso de seus filhos.

Os autores da pesquisa também analisaram outros fatores que poderiam influir na obesidade infantil como a duração do período de lactação ou o tempo de exposição à televisão, mas nenhum deles apresentou diferenças significativas.

Por fim, os pesquisadores destacaram a importância de evitar os partos por cesárea sem indicações médicas.

“As mulheres grávidas que escolhem um parto cirúrgico quando não haja motivos clínicos para fazê-lo deveriam saber que seus filhos serão mais propensos a ser obesos”, alertaram.

O parto além do parto

Nascer é muito mais que ser retirado de dentro do útero.

É uma atitude.

É um processo que na verdade nunca se acaba. O modo como ele se manifesta, determina todo o encadeamento de eventos que em essência definirão quem somos.

Lisa a Jardineira e Leo o Leão

E aí, você tem fome de quê? Qual seu desejo? Do que vc tem necessidade?
Qual seu sonho? Os meus são muitos, mas aos poucos vou me saciando…
Lisa e Leo – A jardineira e o leão

Nem todos os leões têm uma jardineira como madrinha. Leo, o leão, tinha
uma. Os dois tinham muito coisa em comum, até mesmo na aparência: uma bela
juba ruiva e mãos bem grandes que eram práticas na hora de segurar um
ancinho e empurrar um carrinho.

Lisa era jardineira, ela era a rainha das beterrabas, a princesa dos
rabanetes, a moça do manjericão sempre fresquinho; mas, acima de tudo,
Lisa era a madrinha de Leo. Foi um domador aposentado quem pediu para Lisa
tomar conta de Leo quando o circo faliu. Hoje em dia, quase ninguém mais
vai ao circo. As pessoas preferem ir até à televisão e, enquanto olham
para a telinha, ficam comendo os amendoins roubados dos macacos.

Lisa não ia até a televisão, ela ia até o seu jardim, mesmo à noite, pois
ela tinha uma relação especial com as estrelas, especialmente com o Urso
Maior e o Cruzeiro do Sul.

Para ela, seu jardim também era o céu e ela vivia se perguntando como
plantar uma estrela …

Quando a Lua estava cheia, ela gostava de passar horas olhando as estrelas
no seu jardim. Nesses momentos, Leo sempre ficava pertinho dela. Não tinha
nada no mundo que ela gostasse mais de fazer do que apenas estar lá com
Leo. “olhando” … Mesmo quando não tinha nada para ver, ela olhava. Leo
lhe ensinara a ver a direção do vento e a observar com o canto do olho
tudo aquilo que se movia.

Lisa amava Leo mais do que qualquer outra coisa no mundo; nem mesmo o sol
era tão quente quanto o calor gostoso que ela sentia quando estava perto
dele; nem mesmo a relva que ela tanto amava podia se comparar à pele
áspera do seu velho leão.

Ela gostava tanto dele que todos os dias ela lhe preparava a melhor
refeição do mundo (pelo menos, era isso que ela achava… ).

Ah, as cenouras, as maravilhosas cenouras raladinhas, os alhos-porós, os
sucos de manga e de abacaxi, as batatas rodeadas de aipo e de castanhas de
caju e, coroando tudo isso, um enorme pé de alface. “A rainha do meu
jardim para o rei do meu coração”, dizia Lisa. Tudo isso era temperado só
com um pouquinho de limão, para não engordar …

É claro que Leo não podia engordar com um tal banquete! Ele mantinho o seu
corpinho em forma! Todos as manhãs, Lisa preparava sua refeição com tanto
amor que ele não ousava lhe dizer que não gostava de nada daquilo… !
Quando
ela virava as costas, Leo, com um ágil golpe de pata, jogava tudo fora no
lixo mais próximo …

Quando você tem caninos tão grandes quanto os de Leo, o que você vai fazer
com um prato de legumes? Leo tinha vergonha de sonhar com isso, mas ele
não conseguia evitar: ele nem sequer queria um filé-mignon, ele já ficaria
satisfeito com um patê de cachorro…

Lisa, surpresa de ver Leo cada dia mais magro, redobrava seus esforços na
cozinha: ela começou a lhe preparar enormes pratos de ervilhas e
couve-flor. Sua única preocupação era a de alimentá-lo o melhor possível.
Ela não poupava esforços: no jardim, ela plantava cada vez mais grãos e na
cozinha ela inventava os melhores molhos: a mistura de tomates, cevada e
pimenta, era uma de suas especialidades. Um dia, um pastor amigo seu, que
passava por ali, experimentou essa delícia e disse: “Juro que acabei de
provar um pedacinho do paraíso… ”
Para Leo, todas essas maravilhas eram um inferno! Ele tinha vontade de
mastigar alguma coisa mais consistente: um rato, um gato ou uma serpente
já serviriam. Ele não estava pedindo um gnu ou uma zebra, apesar dessas
imagens torturarem seu estômago…

Apesar de todos os seus cuidados, um dia Lisa teve que reconhecer: seu
leão estava doente.

Apesar dela não confiar nem um pouco na Medicina, ela resolveu chamar o
veterinário, Dr. Lanktot. Qual não foi a sua surpresa quando ele lhe
disse: “Senhorita Jardineira, o seu leão está morrendo de fome…”

Ela começou a chorar soluçando e logo depois ficou vermelha de raiva:
“Mas, doutor, isso não é possível. Eu trabalho dia e noite para
alimentá-lo. Eu lhe dou o que tenho de melhor, eu lhe dou tudo…”

“Senhorita Lisa, doce jardineira, a senhorita lhe deu tudo, mas ele nada
recebeu”…

Olhe bem, todos os seus banquetes, suas toneladas de sopas, suas enormes
saladas, elas foram todas parar no lixo…

A senhorita lhe deu o melhor, mas ele nunca recebeu nada pior. Ele
esperava que o seu amor fosse lhe dar as carnes mais suculentas, um
strogonoff de onde ele teria delicadamente afastado a salsinha, um assado
de onde ele teria posto de lado as cenouras que a senhorita insistiria em
colocar…

Não se pode alimentar um leão como se fosse um coelho… Leo deve amar
muito a senhorita. Eu, no seu lugar, já a teria devorado!” (é bem verdade
que o veterinário era mais malvado do que um animal, mas até mesmo um
animal doce como Leo tem o direito de ficar malvado quando está com
fome… ).
Naquele dia, Lisa compreendeu que não basta dar tudo ou dar aquilo que
preferimos para aqueles que nós amamos.

É preciso lhe dar aquilo que ele deseja, aquilo que ele prefere… Senão,
ele vai morrer de fome…
E se aquele que amamos um dia ficar com muita forme, sua fome poderá fazer
com que ele se esqueça da força e do tamanho dos seus dentes e ele poderá
nos devorar…

Antes de ir para a cozinha, ou antes, de ir dormir, não esqueça de
perguntar àquele que você ama, do que ele tem fome? Qual é a sua
necessidade? E o que ele está pedindo? Qual é o seu sonho e o seu
desejo… ?

Também não esqueça de lhe dizer do que você tem fome, do que você precisa,
qual é o seu desejo e o seu sonho… Senão, é você quem estará correndo o
risco de morrer de fome perto daquele ou daquela que “lhe dá tudo que há
de melhor”, exceto aquilo que você está pedindo…

Jean-Yves Leloup – in: Escritos e Parábolas para a Paz, 2009.

Dia de Paralisação ao Atendimento Médico a Convênios

.

Ginecologistas e obstetras de minas gerais

Caros associados,

 

Há um movimento, digno, em favor da medicina e que a SOGIMIG comunga com  o mesmo.

Estivemos presentes durante uma reunião na AMMG no dia 28/02/2011.

Segue anexo que poderá norteá-los. São duas cartas, a primeira para os médicos e a segunda para a população.

Importante é dizer que é concedida ao médico a autonomia em suas decisões e atitudes.

Disponham para mais esclarecimentos,

 

Marcelo Lopes Cançado

Presidente da SOGIMIG

 

Medo, dor e parto.

   

            Com o acesso à informação, sobretudo com a vulgarização dos sites de pesquisa como o Google, as pessoas e nesse caso especificamente as gestantes e seus familiares, tem se sufocado com tantas informações desconexas.

            Uma vez brinquei com a mãe de uma gestante adolescente, que naturalmente encontrava-se muito preocupada com o estado de saúde da filha. A menina vinha apresentando tonteiras, atraso menstrual, náuseas e vômitos e algumas alterações laboratoriais. A mãe me dissera que pesquisara no Google e que suspeitava estar sua filha sofrendo com um tumor de ovário ou de hipófise. Eu disse em tom irônico, já que a intimidade nesse caso permitia: – O problema da sua filha, lá na roça, num ambiente simples e desprovido de informação já teria sido diagnosticado! Seu sofrimento é fruto de muita informação, conhecimento limitado e quase nenhuma sabedoria…

            Estamos aos poucos perdendo nossa inocência e nossa capacidade de confiar. Nossa fé, não a fé dogmática, mas a espontaneidade de acreditar nos recursos que nos mantêm vivos e saudáveis, vem sendo substituída pelo medo.

            É sobre o medo que eu gostaria de escrever nesse momento. Para depois analisar a ação do mesmo sobre a percepção da dor e sua influência sobre o parto.

            O que é o medo? Qual o seu papel nas nossas vidas?

            Em síntese, a palavra MEDO foi convencionalmente criada para descrever um conjunto de sensações físicas no nosso corpo, associadas a um sentimento comum de vulnerabilidade. Esse sentimento comum surgia todas as vezes que sentíamos ameaçados. Por exemplo, diante do risco eminente de ser atacado por um Tigre Dente de Sabre, nosso ancestral sentia imediatamente uma sensação de frio congelante no estômago, seguido de palpitações no coração que faziam a pressão arterial subir e dilatar as veias do pescoço, a face ficava pálida, os lábios finos e brancos como cera, as pupilas dilatavam-se, os músculos de todo o dorso retesavam-se, os dentes naturalmente ficavam a mostra e os pelos se eriçavam. Tudo instantaneamente. Nesse momento a presa analisava em fração de segundos: Fugir ou atacar? Esse instinto, comum a todos os animais, é desencadeado por um conjunto de reações neuroendócrinas que nos conferiu a capacidade de autoproteção mais primitiva.

             Ufa! Ainda bem que somos assim! Se não fosse essa cascata de eventos não estaríamos lendo esse texto hoje.

            Alguns pesquisadores acreditam que há cerca de 30.000 anos, algum povo vindo da África, com uma estrutura linguística mais desenvolvida, passou a utilizar-se da conjunção “Se” (Conjunção subordinada condicional) que pode ser traduzida na formulação de novas hipóteses. Estranho não? Como uma palavrinha tão ordinária pôde mudar toda a forma do pensamento humano? Há quem diga que a partir desse momento o homem começou a se preocupar com o futuro e começou a agir no presente com olhos para o dia do amanhã (Obviamente que não de uma maneira tão simplista assim.).

            O que isso tem a ver com medo?

            A partir do momento que o homem passou a se preocupar com o futuro, nasceu o medo psicológico. Ou seja, a partir de uma hipótese, toda aquela cascata neuroendócrina desencadeada na eminência da morte volta a ocorrer como se o perigo fosse real. Aquela pessoa que de fato estivera frente a frente com o “tigre dente de sabre” é capaz de mobilizar todo o aparato bélico do organismo para proteger-se de inimigos imaginários. É por exemplo, o que acontece quando entramos num hospital e toda aquela lembrança de quando éramos crianças e fomos submetidos a um tratamento doloroso volta à tona. Sem sabermos exatamente o porquê, sentimo-nos vulneráveis e percebemos sensações físicas desagradáveis. 

            Esse é o mecanismo básico da principal doença da atualidade, o Estresse. O termo estresse é uma metáfora, brilhantemente importado da física, que descreve o ponto de ruptura de um objeto quando exposto a uma tensão contínua. No nosso organismo, trata-se do desequilíbrio gerado quando o mesmo é exposto às pressões do cotidiano (trabalho, cobranças, crises financeiras, violência urbana e crenças limitantes) de forma contínua e por um período prolongado.

            O que isso tem a ver com a dor e o parto?

            Sabemos então que o medo real é um importante instinto de sobrevivência. Mas e o medo imaginário? Esse talvez seja o maior vilão para a economia do organismo. Entende-se por economia, a relação de equilíbrio que de um lado tem-se a alocação de diversos recursos do organismo (energético, metabólico, imunológico, mecânico, circulatório) para reagir a um perigo eminente e de outro todas as outras funções homeostáticas (controle de temperatura, digestão, funcionamento das glândulas, reprodução, sono, etc.). O uso constante desse aparato bélico é responsável pela deterioração do equilíbrio de todas as outras funções do organismo. Gastando-se muita energia para lutar não sobra muito tempo para “Viver”.

            O medo imaginário pode materializar-se numa dor real. Ele mobiliza nosso cérebro e nossas células que trazem registrados lembranças, sensações e sentimentos armazenados durante toda a nossa existência. Principalmente das nossas experiências negativas vivenciadas ainda mesmo dentro do útero.

            As crenças limitantes, os mitos, a ignorância, o imediatismo, a falsa ideia de que as tecnologias substituem os processos naturais com segurança somados ao medo interferem contundentemente na dinâmica natural do trabalho de parto.

            O medo do parto, quando dissecado e analisado profundamente, transcende o simples medo da dor física. Muitas mulheres que nunca experimentaram essa sensação a descrevem como uma experiência demasiado desconfortante. A gravidez assim como o parto coloca em evidência a identidade de gênero da mulher, bem como a sexualidade, os genitais e todo o simbolismo que essa exposição representa para determinada sociedade. Na nossa especificamente, ela explicita muito cruamente um poder primitivo que vem sendo duramente suprimido pela cultura machista há milênios.

            É possível passar pela experiência do parto natural sem dor?

            Naturalmente não! No entanto, a percepção dessa dor, sofre importante modulação dependendo das motivações e crenças de quem vivencia integralmente todo o processo.

            É possível detectar alguns padrões de comportamentos associados a uma sensação prazerosa com o parto natural:

            – O parto pode ser prazeroso em mulheres que tiveram uma infância agradável, sem histórico de violência e naturalmente de bem com a vida.

            – Nas mulheres com autoestima elevadas e seguras da sua sexualidade.  Conscientes das suas potencialidades e confiantes nos mecanismos naturais que propiciam o nascimento.

            – Mulheres cujas gravidezes foram desejadas ou bem acolhidas intimamente.

            – Nas mulheres mais crédulas e que tem a habilidade de confiar nos seus assistentes. (Fé)

            – Nas idealistas, nas altruístas e nas espiritualmente maduras.

            – Naquelas mulheres que recebem o apoio da família, principalmente do parceiro.

            – Enfim, nas que assumem uma postura ativa e colocam-se como protagonistas do nascimento de seus filhos. Não abrem mão do seu papel de mãe, sobretudo o de fêmea.

 

Fábio Batistuta de Mesquita

Bom Despacho, 04 de Dezembro de 2010.  

           

Folha.com – Equilíbrio e Saúde – Períneo bem trabalhado garante vida sexual animada e postura firme – 09/11/2010

Folha.com – Equilíbrio e Saúde – Períneo bem trabalhado garante vida sexual animada e postura firme – 09/11/2010

viaFolha.com – Equilíbrio e Saúde – Períneo bem trabalhado garante vida sexual animada e postura firme – 09/11/2010.

Entenda a sua Musculatura Pélvica e o que pode ser feito para preservá-la.

O fundo da pelve óssea (bacia) termina numa cavidade em forma de funil chamada cavidade pélvica, que contém os órgãos pélvicos (útero, ovários, bexiga…). O fundo deste funil (que na mulher adulta tem cerca de 10 cm de diâmetro), é fechado por uma espécie de “cama elástica” chamada assoalho pélvico.

O assoalho pélvico é formado por 13 músculos, conhecidos em conjunto como musculatura do assoalho pélvico (MAP), auxiliados por fáscias e ligamentos
(que funcionam como elásticos biológicos).

A função de todo este conjunto é sustentar os órgãos pélvicos, como uma cama elástica sustenta o peso de alguém que pula sobre ela. Os elementos mais fortes e decisivos para este fim são os músculos.

A contração da MAP pode ser facilmente percebida internamente à vagina, logo na entrada e a alguns centímetros de profundidade. É ela a responsável pela sensação de pressão percebida durante a penetração e todo o ato sexual.

Como qualquer outro músculo, a MAP pode (e deve!) ser mantida forte, sadia e ativa durante toda a vida da mulher através do exercício. Existem diversos tipos de exercícios, que podem ser realizados pela própria mulher, na comodidade do seu lar ou mesmo durante as atividades da vida diária.

Exercitar constantemente a MAP, além de evitar o enfraquecimento e com ele todos os transtornos citados, melhora ainda a irrigação sanguínea desta musculatura favorecendo as condições necessárias a um orgasmo eficaz e diminui a ação degenarativa do envelhecimento sobre o sistema urogenital da mulher.

Entenda mais clicando AQUI.